Entrevistas no Japão seguem um roteiro mais formal do que o brasileiro costuma esperar. Chegar de 5 a 10 minutos antes é considerado o mínimo — chegar em cima da hora já é visto como atraso. Cumprimentar com uma leve reverência (ojigi), entregar o currículo (rirekisho) com as duas mãos e esperar ser convidado a sentar são detalhes pequenos que fazem diferença na primeira impressão.
As perguntas costumam focar menos em "venda pessoal" e mais em estabilidade e comprometimento: por que você quer trabalhar ali, há quanto tempo está no Japão, e se pretende continuar no país a longo prazo. Respostas muito informais ou brincadeiras — comuns em entrevistas brasileiras — podem soar deslocadas nesse contexto.
Ao final, é comum (e bem visto) perguntar sobre o processo seguinte: quando devo esperar uma resposta? Existe período de experiência? Isso demonstra organização, não ansiedade. Se a entrevista for parcialmente em japonês, não tenha vergonha de pedir para repetirem mais devagar — isso é visto como respeito, não como fraqueza.