A primeira geração de dekasseguis brasileiros, nos anos 1990, geralmente migrou com um objetivo claro: juntar dinheiro e voltar. Décadas depois, uma segunda geração cresceu no Japão — fluente em japonês, formada no sistema educacional japonês, mas com raízes familiares brasileiras. Para essas pessoas, a pergunta "ficar ou voltar" é bem mais complexa do que foi para os pais.
Quem cresceu no Japão costuma ter vantagens claras para ficar: domínio do idioma, familiaridade com o sistema educacional e de trabalho, e redes sociais já estabelecidas. Voltar ao Brasil, por outro lado, pode significar reencontrar uma cultura de origem que muitos conhecem mais pela família do que pela vivência direta — um processo de readaptação real, mesmo sendo brasileiro de nascimento.
Não existe resposta certa universal. Vale considerar fatores concretos: onde estão as melhores oportunidades de carreira para a sua formação específica, proximidade com a família, e — algo frequentemente subestimado — onde você realmente se sente em casa, o que nem sempre coincide com o país do passaporte.