Grandes centros como Tóquio, Osaka e Nagoya continuam concentrando a maior parte das vagas, mas também o maior custo de vida e a maior concorrência. Nos últimos anos, um movimento inverso vem ganhando força: cidades médias e pequenas do interior, com população encolhendo mais rápido ainda, estão competindo ativamente por trabalhadores — inclusive estrangeiros.
Isso se traduz em incentivos reais: moradia subsidiada ou gratuita, auxílio-mudança, e às vezes até bônus de contratação, algo raro em vagas urbanas concorridas. Prefeituras de cidades pequenas também têm investido em programas de acolhimento a estrangeiros, com aulas de japonês gratuitas e suporte em outros idiomas.
A contrapartida é óbvia: menos vida social, comunidade brasileira menor (ou inexistente) e mais dependência de carro para se locomover em algumas regiões. Vale pesar o que importa mais no seu momento de vida — quem está focado em juntar dinheiro rápido, por exemplo, costuma se beneficiar mais dessas cidades menores do que quem prioriza rede social e lazer.