Diferente de acordos automáticos de reconhecimento que existem entre alguns países, o Japão não reconhece diplomas brasileiros de forma automática — mas isso não significa que sua formação "não vale nada" por lá. Para a maioria das vagas de emprego comuns, o que pesa mais é a experiência prática e a entrevista, não uma validação formal do diploma.
A validação formal se torna necessária principalmente em dois casos: profissões regulamentadas (engenharia, medicina, direito, entre outras) que exigem registro em conselhos profissionais japoneses específicos, ou para continuar os estudos em universidades japonesas, onde a instituição avalia caso a caso a equivalência do seu histórico escolar.
Para profissões regulamentadas, o processo costuma envolver tradução juramentada de documentos, análise de carga horária e conteúdo programático, e às vezes provas de nivelamento. Vale começar reunindo históricos escolares completos e ementas de disciplina ainda no Brasil, antes de embarcar — documentos que ficam bem mais difíceis de conseguir à distância depois.