Com o crescimento do trabalho remoto no Brasil, é natural que brasileiros no Japão se perguntem se dá para conciliar as duas coisas — morar no Japão trabalhando para uma empresa brasileira. Tecnicamente, é possível em alguns casos, mas envolve mais complexidade do que parece à primeira vista.
O primeiro obstáculo é o fuso horário: a diferença de 12 horas entre Japão e Brasil (ou 13, no horário de verão brasileiro) torna reuniões ao vivo difíceis, exigindo bastante flexibilidade de ambos os lados. O segundo é fiscal — dependendo do tipo de visto e do tempo de permanência no Japão, você pode ser considerado residente fiscal japonês, o que muda completamente como sua renda brasileira deve ser declarada nos dois países.
Antes de assumir esse tipo de arranjo, vale consultar um contador especializado em tributação internacional — o erro mais comum é simplesmente não declarar a renda em nenhum dos dois países, o que pode gerar problemas sérios mais adiante, inclusive para renovação de visto.